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Thiago Monteiro exalta Antônio Gonzaga e revela por que 2026 nasce com cara de continuidade em Caxias

A Grande Rio aprendeu, nos últimos anos, a transformar Carnaval em processo. E quando o processo é forte, a troca de mãos não vira abalo — vira passagem de bastão. É nessa chave que Thiago Monteiro, diretor de carnaval da escola de Duque de Caxias, fala sobre o momento atual: a preparação para 2026 segue firme, com serenidade rara para um ano de estreia de carnavalesco solo no Grupo Especial. No centro dessa tranquilidade está Antônio Gonzaga, assumindo o comando artístico em um cenário onde a palavra mais repetida não é ruptura, e sim continuidade.

O enredo escolhido, “A Nação do Mangue”, aparece como terreno fértil para manter a escola em sua rota recente: competitiva, organizada e com identidade reconhecível. E a segurança não nasce de otimismo vazio. Ela vem da leitura de trajetória. Gonzaga não chega como corpo estranho. Ele traz no currículo a experiência como assistente de Gabriel Haddad e Leonardo Bora, durante parte da fase vitoriosa da dupla na tricolor, além de passagem de trabalho na Portela ao lado de André Rodrigues. Para Thiago, esse caminho explica por que a escola não espera uma virada brusca de estética ou de método: quem já bebeu dessa fonte entende a linguagem, o ritmo e o padrão de execução.

É aí que a Grande Rio se revela mais do que um conjunto de talentos. Ela se apresenta como sistema. Thiago descreve um cronograma que funciona como trilho: firme, contínuo, orientando cada etapa para que a engrenagem avance sem sobressaltos. E dentro desse trilho, a escola se sustenta por uma metodologia própria, construída e consolidada ao longo dos últimos carnavais. O resultado é uma espécie de estabilidade criativa: a arte muda, se renova, ganha assinatura, mas sem perder o eixo que organiza o todo.

A fala do diretor deixa uma mensagem evidente para quem acompanha o bastidor com atenção. Em 2026, a Grande Rio não quer apenas sonhar alto; ela quer cumprir o que planeja. E quando uma escola une organização com identidade, o Carnaval deixa de ser aposta e passa a ser projeto. É nessa lógica que Antônio Gonzaga é elogiado: não só por talento, mas por caber com precisão na engrenagem que Caxias decidiu chamar de método.