A Inocentes de Belford Roxo foi a terceira escola a desfilar na Sapucaí para seu ensaio técnico, levando para a avenida uma apresentação cheia de energia e emoção. O ensaio teve como grandes destaques a comissão de frente, a bateria e os cantores Daniel Silva e Thiago Britto. Com o enredo “Ewe – A cura vem da floresta” de 2008, a Caçulinha da Baixada mostrou que está pronta para brilhar, com o carnavalesco Cristiano Bara fazendo uma releitura da obra de Jorge Caribé.
Apesar de alguns imprevistos, como o problema no carro de som, o ponto alto foi a força do canto da escola, que se manteve firme e forte ao longo da apresentação. A evolução nos ensaios de rua desde setembro foi notada, mesmo com os contratempos como as chuvas que atrapalharam os treinos. O diretor de carnaval, Saulo Tinoco, destacou o bom progresso da escola, ressaltando que o ponto positivo foi a performance vocal, que encantou a todos.
Comandada por Juliana Frathane, a comissão de frente foi um espetáculo à parte. Com trajes estampados em tons de verde, a coreografia que envolvia folhas e ervas foi executada com muita energia e entrega pelos componentes, especialmente no final, quando a fumaça verde tomou conta da pista, criando um efeito visual marcante.
Matheus Machado e Jaçanã Ribeiro continuaram a tradição de conduzir o pavilhão da Inocentes com muita classe. No primeiro momento da Passarela, o bailado foi sincronizado e cheio de movimento, mas o vento forte na segunda cabine atrapalhou um pouco a apresentação, quase enrolando a bandeira. Apesar disso, o casal manteve a elegância e a coreografia impecáveis.
“Esses ensaios são para ajustar detalhes e testar a coreografia. O vento atrapalhou, mas faz parte”, comentou Jaçanã, a porta-bandeira.
O canto da Inocentes teve altos e baixos durante o ensaio, com as primeiras alas sendo as mais fortes. Os refrões como “Da negra mãe, não só Ossaim” e “O meu coração é Inocentes” se destacaram, trazendo a energia da escola para o sambódromo.
A escola evoluiu bem durante o ensaio, com os componentes animados e soltos nas alas. Porém, a bateria teve alguns problemas de comunicação no final do desfile, o que atrapalhou um pouco o posicionamento da escola na Sapucaí. No geral, a evolução foi positiva, e a agremiação seguiu dentro do cronograma.
O samba da Inocentes passou por algumas atualizações, mas a essência de “Ewe” foi mantida. Daniel Silva e Thiago Britto conduziram com maestria o hino da escola, com a ajuda do carro de som, que ainda deixou a desejar em alguns momentos. Apesar disso, o samba teve boa recepção, e a escola mostrou que está em sintonia com o seu enredo.
A bateria “Cadência da Baixada”, comandada por mestre Washington Paz, foi outro grande destaque da noite, com um ritmo forte e cadenciado que elevou ainda mais o samba da Inocentes, animando os componentes e fazendo a galera vibrar.


