Harmonia forte, evolução segura e um recado direto: a Imperatriz renova o time sem perder a base e segue na disputa pelo campeonato
A Imperatriz atravessou o Carnaval 2025 como quem sabe o que está fazendo. Foi uma grande festa para a comunidade, mas também um desfile com desafios inesperados, daqueles que aparecem em forma de décimos e lembram que o Carnaval mora na precisão. A perda de dois décimos no quesito samba-enredo doeu, mas não diminuiu a escola. Pelo contrário: reforçou a ideia de que a Imperatriz está no caminho e não pretende sair da briga pelo título.
Thiago Santos, diretor de harmonia, enquadra o resultado com maturidade. Ele reconhece o peso dos concorrentes, o quanto é difícil vencer e, ao mesmo tempo, afirma com convicção que a escola tinha condição real de conquistar o campeonato. A resposta para isso não é drama. É processo. Ele fala de um grupo que trabalha junto há muito tempo, de uma base sólida construída ao longo dos anos e de um método que se repete: renovar o time, puxar gente da comunidade, manter o núcleo forte e voltar mais preparado.
Na prática, o desempenho sustentou esse discurso. Harmonia e Evolução alcançaram 80 pontos, e Thiago celebra a entrega da equipe, que ele descreve como incansável. O carro de som aparece como peça central, elogiado pela consistência de mais um ano, e a energia da escola ganha um rosto: uma galera nova, talentosa, com fome de vitória, sob a liderança de Pedrão, mais experiente, equilibrando comando e juventude.
O recado é claro: a Imperatriz não quer apenas “estar bem”. Quer ajustar o que escapou, transformar o detalhe em aprendizado e retornar ao Carnaval 2026 com a ambição legítima de quem não aceita ficar fora da conversa principal.


