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Qualidade máxima: quando a fantasia vira compromisso de excelência

Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro abrem o bastidor da Imperatriz e mostram como 2026 está sendo costurado com obsessão por detalhe

Existe uma parte do Carnaval que não aparece na avenida, mas decide o que a avenida vai sentir. E, para um primeiro casal, fantasia não é figurino: é instrumento de trabalho, extensão do corpo, proteção do pavilhão e assinatura de presença. Em 2026, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro colocam essa ideia no centro ao falar da preparação da indumentária da Imperatriz Leopoldinense, que está sendo confeccionada em São Paulo, com o olhar de quem não busca apenas beleza — busca excelência.

A escolha por levar a confecção para fora do Rio nasce de uma aposta clara em estrutura e método. Rafaela destaca a referência do ateliê escolhido, com histórico no Carnaval paulista e em grandes espetáculos, e traduz o movimento como confiança no melhor: trazer uma visão diferente, ampliar repertório e somar experiência ao padrão de exigência do casal. O gesto também não é isolado: a porta-bandeira reforça que outros casais seguirão o mesmo caminho, sinal de que a qualidade virou agenda coletiva.

Para garantir que a distância não vire risco, o casal foi pessoalmente acompanhar de perto costura e adereços, entendendo como o trabalho é feito e como isso entra no método deles. A visita não foi turismo: foi controle de processo, leitura de acabamento, busca por segurança. Rafaela descreve uma estrutura que impressiona e uma execução conduzida com maestria, como se a fantasia fosse tratada ali com a seriedade de um espetáculo de palco.

Phelipe reforça outro ponto essencial: o desenho nasce na escola. A criação é de Leandro Vieira e, só depois, segue para a confecção, mantendo a identidade artística da Imperatriz enquanto amplia a capacidade de produção. E, mesmo com o eixo São Paulo–Rio, o rigor das provas se mantém: a quantidade será a mesma, com encontros apoiados pela presidente Cátia e sua diretoria, e as provas finais acontecendo no Rio. Até o transporte vira parte da estratégia: a fantasia chegará com logística pensada para preservar cada peça intacta, pronta para ensaiar e, depois, desfilar.

O recado do casal é simples e poderoso: 2026 está sendo preparado com antecedência, zelo e precisão. Quando fevereiro chegar, não será só o pavilhão que vai brilhar. Será o trabalho invisível que fez a excelência virar regra.