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Salgueiro: O Furacão Vermelho e Branco na Conde de Bonfim

Quando o Salgueiro pisa na rua, a Tijuca treme. No último domingo, a escola mostrou que está pronta para buscar o título com garra, canto forte e uma energia arrebatadora. O ensaio na Conde de Bonfim foi um espetáculo à parte, e nem a ausência do intérprete oficial Igor Sorriso tirou o brilho da apresentação. Charles Silva segurou o microfone e fez bonito, mantendo o samba lá no alto e empurrando a comunidade com alma e coração.

“O Salgueiro tem tudo para chegar com força na Sapucaí. O canto da escola está cada vez mais potente, a sintonia do carro de som com a bateria é total, e a comunidade abraçou esse samba de uma forma impressionante”, disse Charles, que comandou o carro de som na noite.

Terceira a desfilar na segunda noite de carnaval, o Salgueiro trouxe para a rua a essência de seu enredo, “De Corpo Fechado”. A escola mostrou que a caminhada para o título segue firme, com cada ensaio sendo um degrau a mais rumo à glória.

“A gente vem crescendo a cada ensaio, o barracão está a todo vapor, e a comunidade está fechada com a escola. O Salgueiro já vem forte, mas até o ensaio técnico na Sapucaí, no dia 15, vamos estar ainda mais preparados”, garantiu Luan Teles, diretor de barracão.

Comissão de Frente: Axé e Força

Sob a batuta do coreógrafo Paulo Pinna, a comissão trouxe uma apresentação carregada de espiritualidade e força. Com gestos precisos e movimentos que homenageiam os orixás e entidades de umbanda citados no samba, o grupo fez a avenida vibrar. Palmas e brados deram ainda mais intensidade ao espetáculo, que arrancou aplausos entusiasmados do público.

Casal 40: Sidclei e Marcella, um show à parte

Quando Sidclei e Marcella entram em cena, o bailado vira poesia. O casal, sempre impecável, apresentou a coreografia que vem ensaiando e encantou com sua leveza e precisão. A sintonia dos dois com o enredo foi clara, e a sensação era de que, mesmo de olhos fechados, a performance sairia perfeita.

Harmonia e Samba: Canto Poderoso

O que se viu no ensaio foi uma comunidade entregue ao samba. O canto veio forte de ponta a ponta, sem falhas, sem quedas, com cada componente entoando a letra como um mantra. No comando do carro de som, Charles Silva manteve o astral nas alturas, enquanto a bateria “Furiosa” incendiava a avenida. E quando o refrão “Macumbeiro, mandingueiro, batizado no congá” ecoou, foi um verdadeiro estouro.

Xande de Pilares, um dos compositores do samba, deu o tom na arrancada da escola e colocou ainda mais energia no ensaio. A parceria entre o samba e a “Furiosa” foi de arrepiar, numa sintonia perfeita.

Evolução: Energia de ponta a ponta

O Salgueiro mostrou que está solto na avenida. As alas evoluíram com fluidez e alegria, sem ninguém destoar. Da abertura ao encerramento, a escola manteve a vibração lá no alto, mostrando que o componente está entregue ao desfile. A sensação era clara: ninguém queria que a festa acabasse.

Destaques: Brilho e Tradição

Viviane Araújo, a eterna rainha da vermelho e branco, roubou a cena com seu carisma e interação com a bateria e o público. A ala de Maculelê, coreografada por Carlinhos Salgueiro, trouxe uma apresentação sincronizada e cheia de impacto logo após o primeiro casal, arrancando olhares atentos de quem assistia ao espetáculo.

E se havia alguma dúvida sobre o que o Salgueiro vai levar para a Sapucaí, a multidão presente na Conde de Bonfim já deu a resposta: a escola está gigante e pronta para brigar pelo título.